This time it's got to be good
You get it right now yeah
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Shine your light now
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Misto-quente [2]
- Ele está dormindo?
- Por quê?
- Parece bastante tranqüilo.
- Não, não acho que ele esteja dormindo. Você está dormindo, meu garoto?
- Sim.
(...)
Nunca ocorreu a ela que talvez os livros estivessem errados. Ou que talvez isso não tivesse a menor importância. Contudo, nada lhe perguntei.
(...)
Não que eu me importasse. Era pela minha mãe: ela iria sofrer de um jeito muito idiota, sem razão nem sentido algum.
(...)
Já não havia dúvidas de por que eu tinha me sentido deprimido durante toda minha vida. Não estava recebendo a alimentação adequada.
(...)
Que tempos penosos foram aqueles anos - ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade.
- Por quê?
- Parece bastante tranqüilo.
- Não, não acho que ele esteja dormindo. Você está dormindo, meu garoto?
- Sim.
(...)
Nunca ocorreu a ela que talvez os livros estivessem errados. Ou que talvez isso não tivesse a menor importância. Contudo, nada lhe perguntei.
(...)
Não que eu me importasse. Era pela minha mãe: ela iria sofrer de um jeito muito idiota, sem razão nem sentido algum.
(...)
Já não havia dúvidas de por que eu tinha me sentido deprimido durante toda minha vida. Não estava recebendo a alimentação adequada.
(...)
Que tempos penosos foram aqueles anos - ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Misto-quente
- Este é o Henry Jr.?
- Sim.
- Ele só fica olhando. É tão quietinho.
- É assim que queremos que ele seja.
(...)
- O que ele fez exatamente?
- Falsificou alguns dimes.
- Dimes? Jesus Cristo, mas que tipo de ambição é essa?
- John não queria ser um bandido de verdade.
- Parece que ele não quer ser nada.
- Ele seria, se pudesse.
- Claro. Assim como uma cobra não se arrastaria se tivesse asas.
(...)
Naquela tarde depois da escola eu caminhei apressado para casa, logo que a aula terminou, sem esperar por David. Não queria vê-lo apanhar novamente dos nossos colegas ou da sua mãe. Não queria ouvir o seu triste violino. Mas no dia seguinte, na hora do almoço, quando ele se sentou comigo, comi suas batatas fritas.
(...)
Não sabia se estava infeliz. Sentia-me miserável demais para ser infeliz.
(...)
Havia apenas meu pai e a correia e o banheiro e eu. Ele usava aquela correia de couro para afiar sua navalha, e logo cedo pelas manhãs costumava odiá-lo com sua cara branca pela espuma de barbear, plantado na frente do espelho, a navalha na mão.
(...)
Escutei seus passos ecoando para fora do banheiro. Fechou a porta atrás de si. As paredes eram lindas, a banheira era linda, a pia e a cortina do chuveiro eram lindas, e até mesmo a privada era linda. Meu pai se fora.
- Sim.
- Ele só fica olhando. É tão quietinho.
- É assim que queremos que ele seja.
(...)
- O que ele fez exatamente?
- Falsificou alguns dimes.
- Dimes? Jesus Cristo, mas que tipo de ambição é essa?
- John não queria ser um bandido de verdade.
- Parece que ele não quer ser nada.
- Ele seria, se pudesse.
- Claro. Assim como uma cobra não se arrastaria se tivesse asas.
(...)
Naquela tarde depois da escola eu caminhei apressado para casa, logo que a aula terminou, sem esperar por David. Não queria vê-lo apanhar novamente dos nossos colegas ou da sua mãe. Não queria ouvir o seu triste violino. Mas no dia seguinte, na hora do almoço, quando ele se sentou comigo, comi suas batatas fritas.
(...)
Não sabia se estava infeliz. Sentia-me miserável demais para ser infeliz.
(...)
Havia apenas meu pai e a correia e o banheiro e eu. Ele usava aquela correia de couro para afiar sua navalha, e logo cedo pelas manhãs costumava odiá-lo com sua cara branca pela espuma de barbear, plantado na frente do espelho, a navalha na mão.
(...)
Escutei seus passos ecoando para fora do banheiro. Fechou a porta atrás de si. As paredes eram lindas, a banheira era linda, a pia e a cortina do chuveiro eram lindas, e até mesmo a privada era linda. Meu pai se fora.
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